& Isaías 6:1-13 (2º Crônica 7:11-22)
Resguardas as devidas proporções, o Profeta Isaías estava atravessando uma transição de governo (que acontecia quando acabava o mandato do rei, por causa da sua morte). Neste momento da história daquele país, o que nos impressiona é a similaridade da situação em particular que o povo de Judá estava enfrentando; situação de incertezas e medo – com a síndrome do medo que se instalou no Brasil por conta das informações e declarações veiculadas por todos os tipos de fontes de comunicação, seguras ou não (boataria).
O rei Uzias estava “deixando” o governo depois de 52 anos em que Judá desfrutou de grande prosperidade. Em seu governo, Uzias reduziu a ação dos seus inimigos (insegurança deixada pelo reinado anterior) e teve grande expansão da agricultura e da pecuária e das exportações pelo porto de Acaba, ampliando as riquezas do reino. Toda população estava satisfeita com seu senso de justiça e sua governabilidade. Seu governo deixou saudade!
Agora, quem iria governar a nação? Que mudanças seriam feitas? Quais eram os níveis de negociações movidas pelos interesses militares, civis e sociais? Na verdade o momento era de incertezas: todos temiam por mudanças, temiam a possibilidade da implantação do caos advinda do “jogo de poder”, das alianças com outros “reinos”.
O que Isaías nos ensina? Por que a Palavra de Deus é atual para esse nosso momento de incertezas quanto a governabilidade de nosso País?
1. Isaías nos ensina a olharmos para o Rei – o Senhor dos Exércitos – ele aprendeu que a sua vida pertencia a um reino que não é deste mundo. Os olhares de todos estão no cenário atual, nas questões atuais e na manutenção das conquistas atuais. Estamos nos acostumando com as benesses das conquistas deste reino, com as garantias das leis estabelecidas e votadas no nível terreno, nível aliás inconstante, limitado, inseguro, sujeito ao exercício do poder e flexível à vontade humana.
a) Tem a ver com a segurança e paz interior – algo que situação adversa nenhuma poderá tirar. Ninguém pode roubar de nós a Paz de Deus que está em Cristo Jesus – Filipenses 4:6-7; João 14:27;
Isso não indica que não precisemos temer pelas mudanças que estão sendo propostas, mas num curto espaço de tempo, sem um prévio e cuidadoso conhecimento, não podemos nem fazer um juízo de valor e muito menos crer que nossa vontade será respeitada de agora em diante simplesmente pelo “exercício” de uma cidadania que nunca ligamos para ela.
Indica que precisamos estar preparados para enfrentar toda e qualquer situação com o espírito de sabedoria, com humildade, em oração; buscando conhecer os desígnios de Deus.
b) Tem a ver com garantias eternas – algo que está no nível superior de nossas conquistas. Os governos do mundo podem fazer tratados e oferecer garantias para o bem-viver, porém, elas nunca serão eternas – eles sempre estarão diante de alguma “promessa” que não poderá sustentar ou cumprir na totalidade.
Todos somos expostos a uma enxurrada de frases de efeito que têm por objetivo principal criar um conceito de que as nossas maiores necessidades estão ou estarão sendo supridas por meio dos setores da saúde, da segurança pública, da educação, da economia, do transporte e também do conforto. Ansiamos por isso, no entanto essas áreas não respondem todas as nossas perguntas, não saciam todas as nossas sedes, não sustentam a profundidades do anseio da alma humana, e por isso mesmo, não tem poder para produzirem a segurança que nós precisamos e clamamos que nos sejam dadas.
Israel e Judá já haviam experimentado outros tempos de prosperidade e também de escassez. Já haviam vivido sob a delícia do governo abençoado, destilando alegria, segurança, alimento e riquezas; mas também haviam experimentado o amargoso sabor de serem cativos, escravos de tudo, especialmente de suas próprias cobiças. Eles aprenderam uma lição muito útil para nossa sede moderna – Deus é o fundamento de nossa existência – tudo o que precisamos para viver está disponível no contexto de um relacionamento com Ele.
c) Tem a ver com o poder do Deus que luta por nós - descrito na Bíblia como Senhor dos Exércitos – Ele é o nosso Criador, o nosso Sustentador, o nosso Redentor, o mais interessado no bem estar do ser humano do que qualquer outro ser, seja no céu ou na terra. Aqui há uma questão que movimenta todas as vidas existentes na terra – o interesse. Padecemos quando o suprimento de nossas necessidades não é do interesse de alguns; nos beneficiamos quando ele é do interesse de outros. É esse jogo de poder, que constrói amarras e estabelece regras, consenso, diretrizes e fecha acordos que tem tirado o sono de muitos, inclusive de muitos religiosos. Pastores estão com medo de que suas igrejas sejam atingidas por alguma lei aprovada na calada da noite – quem sabe num momento em que Deus esteja sonolento ou ocupado com assuntos de países do Primeiro Mundo. A Bíblia nos declara com toda autoridade que as portas do inferno não prevalecem contra a igreja de Deus! Eu e você vamos sofrer? Pedro, Paulo, João, Jesus – todos sofreram, todos foram perseguidos – porque Deus nos deveria poupar de sofrimentos? Que Bíblia os evangélicos andam lendo?
2. Isaías nos ensina a vivermos uma experiência diferenciada de vida – os versos 5 a 7 descrevem que não precisamos ser como os demais, fazerem o que eles fazem, pensar como eles pensam e falar o que eles falam – no Altar de Deus há a “brasa da restauração” responsável pela mudança;
3. Isaías nos ensina fazermos a diferença (v.8) – Deus nos chama para fazermos a Sua vontade no mundo – nós podemos mudar uma sociedade, não por um simples e cobiçado voto – votar é uma responsabilidade e um direito, mas à curto prazo não haverá mudanças substanciais. A diferença é feita por meio da vida transformada pela “brasa da restauração” que é a ação do Espírito Santo em nossa vida. Isaías e seus contemporâneos nem tinham direito de escolha, não havia eleição, não havia partido político para se filiarem (Ô Bênção!). Eles não tinham imprensa (nem da direita e nem da esquerda), Não havia boca de urna, nada, nada! Havia somente um clamor (mesmo íntimo, sem som, nem palavras) ao Deus que tem tudo sob controle.
Você está com medo do futuro? Deus é Soberano! Tudo está sob o seu mais perfeito controle – leia o Salmo 22. O futuro do Evangelho, da Igreja e família cristã não está destinado a leis, emendas, contratos, ações e ou programas de governos, mas está sob os critérios soberanos de Deus!
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