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Revº Antonio Teotonio da Silva

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sábado, 27 de agosto de 2011

Como Controlar o Medo?


& Salmo 23:4

“Ainda que eu ande pelo vale da sombra da morte, não temerei mal nenhum, porque tu estás comigo; o teu bordão e o teu cajado me consolam”.

“Eu posso andar pelo vale escuro, onde a morte está bem perto, mas continuo tranqüilo e não sinto medo. Tu, Senhor, me guias e protege constantemente”. (Bíblia Viva).

Medo – uma palavra antiga e muito presente: há 384 fobias catalogadas e identificadas pela psiquiatria:

Vejamos algumas:

· Esciofobia ou esciafobia — medo de sombras

· Falacrofobia — medo de tornar-se careca

· Gamofobia — medo de casar

· Ligirofobia — medo de barulhos

· Ligofobia — medo de escuridão

· Nosofobia ou nosemafobia — medo de ficar doente

· Soteriofobia — medo de dependência dos outros

· Cleptofobia — medo de ser roubado

· Necrofobia — medo de morte ou coisas mortas

· Tanatofobia ou tantofobia — medo da morte ou de morrer

A fobia é vista como uma forma especial de medo; ela apresenta as seguintes características:

1) desproporção entre a emoção e a situação que a provoca;

2) medo sem explicação razoável;

3) ausência de controle voluntário;

4) tendência à evitar essa situação.

Phillip Keller foi pastor de ovelhas e descreve como esta passagem é desenvolvida:

1º. Há épocas em que o rebanho precisa ser levado aos picos dos montes para aproveitar as pastagens. Para se chegar aos picos é preciso caminhar pelas encostasatravessar os vales sombrios.

2º. Nos vales sempre há sombra, comida farta, água fresca.

3º. Nos vales há perigos por toda parte: encostas íngremes, buracos profundos e sem luz; rochas pontiagudas, verdadeiros precipícios (desfiladeiros).

4º. A sombra da morte está por todos os lados – a escuridão, os amimais ferozes, as chuvas e nevascas estão ameaçando sempre.

5º. O Pastor guia o seu rebanho pelos vales onde já esteve, andando à frente do rebanho com cuidado, ele protege, orienta, defende e nutre seu rebanho até atravessar o vale.

6. Os instrumentos que o Pastor utiliza tem o poder de proteger, corrigir e salvar o seu rebanho.

O que aprendemos com os vales?

O pastor Rick Warren nos ajuda a definir esta questão:

· Os vales são inevitáveis – vamos ter de enfrentá-los mais cedo ou mais tarde na vida;

· Os vales são imprevisíveis – não nos é avisado que estamos à beira de enfrentá-lo.

· Eles são imparciais – passam por ele os bons e os maus, os justos e os injustos, o moço e o velho a menina e a senhora, o crente e o incrédulo.

· Eles são temporários e circunstanciais – Ec 3:1-8 fala disso;

· Eles são cheios de possibilidades, propósitos, oportunidades – Romanos 5:3-4.

Como o Salmista tinha esta certeza de que não precisava mais temer?

1. Ele cria que Deus estava sempre presente – Salmo 23:4

· Ele não temeu a sombra da morte;

· Ele não se desesperou com o momento;

· Ele não se preocupou com os perigos;

· Ele procurou encontrar o Senhor!

2. Ele conhecia as promessas de Deus – Isaías 41:10

· Não temer e nem ficar assombrado;

· Promessa de fortalecimento – quando fraco;

· Promessa de ajuda – quando incapaz;

· Promessa de sustento – quando necessitado;

3. Podia confiar na ação de Deus – João 10:10

· Perdemos quando olhamos para a força do inimigo;

· Perdemos quando olhamos para nossa fraqueza diante do inimigo;

· Perdemos quando não confiamos em Deus;

· Jesus disse: “Eu venho para dar vida em abundância”.

Conclusão: Veja as Promessas de Jesus:

& João 14:27 – “...Deixo-vos a paz, a minha paz vos dou; não vo-la dou como a dá o mundo. Não se turbe o vosso coração, nem se atemorize”;

& Marcos 5:36 – “...Não temas, crê somente”;

& Mateus 14:27 – “Tende bom ânimo! Sou eu, não temais”;

& Mateus 28:20 – “Eis que estou convosco todos os dias até a consumação dos séculos”;

& João 16:33 – “No mundo, passais por aflições; mas tende bom ânimo; eu venci o mundo”;

& João 17:15 – “Não peço que os tires do mundo, e sim que os guardes do mal”.

& João 20:19 – “Ao cair da tarde daquele dia, o primeiro da semana, trancadas as portas da casa onde estavam os discípulos com medo dos judeus, veio Jesus, pôs-se no meio deles e disse-lhes: Paz seja convosco!”.

& Apocalipse 2:10 – “não tendes as coisas que tens de sofrer. Eis que o Diabo está para lançar em prisão alguns dentre vós, para serdes postos à prova, e tereis tribulação de dez dias. Sê fiel até à morte, e dar-te-ei a coroa da vida”.

sexta-feira, 12 de agosto de 2011

A Excelência da Paternidade


& Jó 1:1-22

Introdução: Jó: Um excelente exemplo de paternidade:

· Ele era um homem extremamente ocupado com seus rebanhos, campos de plantio e demais produções de suas fazendas.

· Era casado e pai de 7 filhos e 3 filhas.

· Nos dias de hoje, consideraríamos que ele era o principal “mega-empresário” do “Agro-Negócio” de seu país (v.3).

· Um homem com esse perfil, com todas as coisas que tinha para resolver nos “negócios” da família, seria considerada coisa normal a sua ausência do seio familiar por conta de seu trabalho.

· No entanto, se você ler o cap. 1 de seu livro, verá que ele encontrava tempo para os seus queridos.

O que aprendemos com esse pai:

1º. É possível criar a família sempre unida – v.4 – todos estavam sempre juntos – um importante sinal de proteção familiar.

· Desunião familiar é sinônimo de vulnerabilidade – pessoas solitárias não têm como se defender...

· Nos clãs antigos isso era de suma importância – essa camaradagem, esses momentos de celebrar a aliança...

· Nosso mundo celebra a vida solitária...

· As pessoas estão cada vez mais sozinhas...

· Mesmo os irmãos e irmãs não têm mais a proteção uns dos outros...

· Jó nos ensina que manter a família sempre unida é importante – que esse vínculo nos ajuda a preservar a auto-estima.

2º. É possível criar a família em santificação – v.5a – eles foram criados num ambiente religioso sério – santificar significa separar para Deus, apartando seus corações de tudo o que não agrada a Deus.

· Nossos filhos são do Senhor – devem ser separados para ele;

· Não podemos e nem devemos fazer deles cumpridores de nossos sonhos – quantos pais tinham sonhos de uma profissão, e que agora obrigam seus filhos a serem o que sonharam para si;

· Quantas famílias vivem um ambiente sem santificação – pessoas sem a perspectiva correta de Reino de Deus (Mt 6:33);

· O sistema de formação de nosso mundo não favorece essa necessidade, pelo contrário, favorece a satisfação pessoal e carnal.

Jó nos ensina que é possível manter a família santificada.

3º. É possível criar a família num ambiente de confissão – v.5b – este pai oferecia sacrifícios pela sua família – “talvez tenham pecado os meus filhos e blasfemado contra Deus...”.

· Talvez tenhamos pais aqui hoje que não admitem que digamos que seus filhos pecam...

· Talvez sua visão da vida seja tão simplista que você con-

sidere seus filhos perfeitos – que Deus vai dar aos seus filhos “um bom lugar”...

· Vivemos a geração que ensina que a depravação é aceita normalmente.

· Jó, temente a Deus, não caiu nessa condição imposta pelo maligno – ele tinha consciência da possibilidade do pecado.

· Ele sabia que “nós não somos pecadores porque pecamos; nós pecamos porque somos pecadores”.

· Ele oferecia sacrifícios pelos seus filhos... consciência real da humanidade deles.

4º. É possível criar os filhos para o Senhor – vv.18-19 – não sabemos por quanto tempo eles ficarão conosco!

· Jó viveu o grande drama da humanidade: o pai que enterrou os seus filhos – o normal e natural é que os filhos enterrem os pais...

· Parece algo fora de propósito, mas é uma realidade – nós não sabemos por quanto tempo teremos nossos filhos...

· Há mais pais enterrando seus filhos que o normal...

· Permitindo que eles sejam enterrados em escolhas desastrosas – exemplo de vida que eles seguem na própria casa...

· Permitindo que eles sejam enterrados no mundanismo – permissividade e falta de critérios claros dentro do lar...

· Permitindo que eles sejam enterrados na incredulidade – quando a fé professada em casa não é relevante...

· A verdade é que não sabemos por quanto tempo nossos filhos estarão conosco, e se, tivermos que entregá-los à morte, que eles estejam preparados para ela.

· Certamente Jó havia preparado seus filhos para esse (possível) doloroso momento de separação...

5º. É possível criar a família em gratidão a Deus – vv.20-21 – “o Senhor o deu e o Senhor o tomou; bendito seja o nome do Senhor” – Tudo para Jó era dádiva de Deus.

· A ingratidão é a marca de nossa sociedade...

· É muito fácil ser rebelde contra tudo dentro de casa...

· É muito fácil se decepcionar com tudo... inclusive uma velada decepção com Deus...

· Jó teve essa oportunidade: poderia se decepcionar com Deus por ter vivido de forma íntegra, reta, temente (testemunho verdadeiro atestado pelo próprio Deus)...

· Ele escolheu o caminho da gratidão (1ª Ts 5:18)

6º. É possível criar a família num ambiente sem pecado – v.22 – “em tudo isto Jó não pecou, nem atribuiu a Deus falta alguma”.

· escolheu não pecar contra Deus em sua desventura...

· Quantos pais vivem desventuras: desemprego, desqualificação profissional, problemas com vícios, problemas financeiros, descrédito das pessoas, trazem fantasmas do passado...?

· Quantos não conseguiram lidar com essas desventuras...?

· Jó se desviava do pecado;

· Jó se protegia contra a aparência do mal;

· Jó guardava a Palavra de Deus no coração para não pecar contra Deus – (Salmo 119:11);

· Existe a possibilidade, mas podemos e devemos escolher não pecar!

Como alcançamos a Excelência da Paternidade?

1. Confiança na Redenção de Deus (Jó 19:25)

· Redimir é um termo teológico que significa resgatar de uma dívida – Jó confiava num Deus que seria o seu resgatador.

· Quem é o seu resgatador, querido pai?

· Quem pode oferecer-lhe garantias eternas?

· Quem poderá resgatar a sua vida? Há somente um Resgatador – Jesus Cristo, o Deus revelado e disponível dentre os homens.

2. Dependência do Deus Todo-poderoso (Jó 42:2)

· Jó estava na situação de “fase terminal” – não havia quem o defendesse, quem se compadecesse dele, quem o ajudasse a se reerguer...

· Tudo no qual ele poderia se agarrar física e humanamente falando, havia sido tirado – apenas Deus estava ali ao seu lado...

· Talvez ele desejava morrer bem – descansar de suas fadigas...

· Mas Jó preferiu depender do Deus Todo-poderoso.

· No que está fundamentada a sua dependência?

· Onde você tem ajuntado tesouros?

· Quem poderá defender você naquela hora fatídica?

· Somente Deus! Somente a Pessoa amorosa de Jesus; Somente a Pessoa confortadora e animadora do Espírito Santo.

3. Esperança no Deus que se Revela aos seus filhos (Jó 42:5)

· Jó encontrou a Deus no meio do seu maior sofrimento...

· Seus olhos não mais contemplaram os amigos incoerentes...

· Seus olhos não mais contemplaram as purulências de suas feridas...

· Seus olhos não mais reparam nas desventuras das perdas e nem mais contabilizaram os prejuízos...

· Seus olhos viram a Deus!

· Contemplaram o Todo-poderoso!

· No que estão fixos os seus olhos?

· No que se prende a sua preocupação?

· Tem encontrado Deus em seu vale de lutas?

Conclusão: Somente um pai que conhece a Deus verdadeiramente (42:2;5), aquele que é conhecedor da sua Soberania, isto é: de que nada escapa aos planos e propósitos de Deus, pode abençoar sua família com esperança e prepará-la para o verdadeiro e real futuro!

Sabemos por quanto tempo viveremos? Por quanto tempo os filhos e os bens estarão conosco? Então, se queremos ser pais no perfil da excelência, sejamos como Jó! Conheçamos ao Senhor com os olhos da fé verdadeira e apliquemos esse conhecimento dentro de nossa casa!

domingo, 7 de agosto de 2011

Por que a Angústia nos faz Sofrer?

& Salmo 77:1-14

Você já experimentou aquele momento de um aperto no coração que causa sufocamento, e que não tem muitas explicações ou motivos...?

A angústia (tsar) é:

· Uma forte reação emocional que as pessoas enfrentam quando sofrem:

· Pressões externas (seus adversários, concorrentes);

· Pressões internas – causas da vida que não deram certo;

· Pela aparente sensação de que Deus não quer (ou se demora) em responder;

· Ela indica uma imensa agitação no íntimo (Sl 25:17);

· É comparável à dor do parto do 1º filho (Jr 4:31);

· É semelhante ao terror de ver o inimigo se aproximando para destruir-nos quando não temos mais forças para resisti-lo;

· Ela atormenta a nossa alma – ela é sustentada pelos nossos medos e pelos pensamentos vitimistas...

Talvez você tenha enfrentado uma semana inteira, cheia de dúvidas; com medo de perder, com medo de ser derrotado...

Sabe quando tudo o que sofremos durante o dia já encheu na medida e falta apenas uma gota...?

· Daí você chega em casa...

· Daí você está indo pela avenida e alguém, no estresse do momento bate no seu carro (foi só uma esfoladinha...) – nem precisa de marcas, ou de amassados...

· Daí você explode! Quantas explosões de raiva, hein, irmãos?

Quantas esposas, maridos, filhos, empregados não receberam o peso de toda sua ira (de um dia, uma semana, um mês...), só porque uma bobagem, uma palavra na hora errada, entornou o caldo todo...?

Você percebeu a angústia do salmista?

· No v.2 a sua alma recusa a consolação...

· No v.4 ele não dorme – não consegue pegar no sono e não tem explicações para isso;

· Nos vv.6-9 ele duvida do Senhor e faz-lhe perguntas:

· Deus vai me rejeitar para sempre?

· Deus não tem misericórdia de mim?

· Cadê a sua graça? Será que ela cessou para sempre?

· E as sua promessas, será que caducaram?

· Por que Deus esqueceu-se de ser bondoso para comigo?

· Será que a ira do Senhor reprimiu as suas misericórdias?

Quem ou o quê faz você não acreditar no Senhor?

· A opinião dos outros?

· A voz sedutora de Satanás?

· A sua ansiedade interior?

Quer dizer que qualquer outra criatura pode nos separar do amor de Deus, é isso?

O que fazer quando a angústia nos faz sofrer? vv.10-14

“Então disse eu...

Isto é a minha aflição; mudou-se a destra do Altíssimo.

· Recordo os feitos do Senhor, pois me lembro das maravilhas da antiguidade.

· Considero também nas tuas obras todas e cogito dos teus prodígios.

· O teu caminho, ó Deus, é de santidade. Que deus é tão grande como o nosso Deus?

· Tu és o Deus que operas maravilhas e, entre os povos, tens feito notório o teu poder”.

Ele se lembrou de que o nosso Deus é bondoso, cheio de misericórdia e graça, que atende o clamor dos que o buscam:

Vejamos a Palavra da verdade:

& Salmo 50:15 => “Invoca-me no dia da angústia; eu te livrarei, e tu me glorificarás”;

C Precisamos apenas invocá-lo!

& Filipenses 4:6-7 “Não andeis ansiosos de coisa alguma, em tudo porém, sejam conhecidas diante de Deus pela oração e pela súplica com ações de graça...”

C Precisamos apenas levar diante dele os nossos anseios!

& 1ª de Pedro 5:6-7 => “Lançando sobre ele toda a vossa ansiedade porque ele tem cuidado de nós”;

C Precisamos apenas lançar a ansiedade sobre ele!

& Romanos 8:26-27 => “O Espírito nos assiste em nossa fraqueza pois não sabemos orar como convém...”

C Precisamos apenas confiar na Obra do Espírito Santo!

& 1º de Samuel 1:9-18 => chorou abundantemente... falando somente no coração... venho derramando a minha alma perante o Senhor...”

C Precisamos apenas abrir o nosso coração para Deus!

Esta palavra é para você hoje?

Você está angustiado (angustiada)? O caldo já entornou?

Deus quer ouvir a sua voz hoje! Você crê que ele vai ouvir a sua voz?

Venha! A Ceia é a representação da disposição de Deus por nós em nossa maior angústia – o pavor da morte eterna e do castigo eterno.

Convido você a tomar a Ceia primeiro, abastecendo-se espiritualmente e, depois, você vai se derramar diante de Deus – quer fazer isso?

“Invoca-me no dia da angústia; eu o livrarei, e tu me glorificarás”.