& Jó 1:1-22
Introdução: Jó: Um excelente exemplo de paternidade:
· Ele era um homem extremamente ocupado com seus rebanhos, campos de plantio e demais produções de suas fazendas.
· Era casado e pai de 7 filhos e 3 filhas.
· Nos dias de hoje, consideraríamos que ele era o principal “mega-empresário” do “Agro-Negócio” de seu país (v.3).
· Um homem com esse perfil, com todas as coisas que tinha para resolver nos “negócios” da família, seria considerada coisa normal a sua ausência do seio familiar por conta de seu trabalho.
· No entanto, se você ler o cap. 1 de seu livro, verá que ele encontrava tempo para os seus queridos.
O que aprendemos com esse pai:
1º. É possível criar a família sempre unida – v.4 – todos estavam sempre juntos – um importante sinal de proteção familiar.
· Desunião familiar é sinônimo de vulnerabilidade – pessoas solitárias não têm como se defender...
· Nos clãs antigos isso era de suma importância – essa camaradagem, esses momentos de celebrar a aliança...
· Nosso mundo celebra a vida solitária...
· As pessoas estão cada vez mais sozinhas...
· Mesmo os irmãos e irmãs não têm mais a proteção uns dos outros...
· Jó nos ensina que manter a família sempre unida é importante – que esse vínculo nos ajuda a preservar a auto-estima.
2º. É possível criar a família em santificação – v.5a – eles foram criados num ambiente religioso sério – santificar significa separar para Deus, apartando seus corações de tudo o que não agrada a Deus.
· Nossos filhos são do Senhor – devem ser separados para ele;
· Não podemos e nem devemos fazer deles cumpridores de nossos sonhos – quantos pais tinham sonhos de uma profissão, e que agora obrigam seus filhos a serem o que sonharam para si;
· Quantas famílias vivem um ambiente sem santificação – pessoas sem a perspectiva correta de Reino de Deus (Mt 6:33);
· O sistema de formação de nosso mundo não favorece essa necessidade, pelo contrário, favorece a satisfação pessoal e carnal.
Jó nos ensina que é possível manter a família santificada.
3º. É possível criar a família num ambiente de confissão – v.5b – este pai oferecia sacrifícios pela sua família – “talvez tenham pecado os meus filhos e blasfemado contra Deus...”.
· Talvez tenhamos pais aqui hoje que não admitem que digamos que seus filhos pecam...
· Talvez sua visão da vida seja tão simplista que você con-
sidere seus filhos perfeitos – que Deus vai dar aos seus filhos “um bom lugar”...
· Vivemos a geração que ensina que a depravação é aceita normalmente.
· Jó, temente a Deus, não caiu nessa condição imposta pelo maligno – ele tinha consciência da possibilidade do pecado.
· Ele sabia que “nós não somos pecadores porque pecamos; nós pecamos porque somos pecadores”.
· Ele oferecia sacrifícios pelos seus filhos... consciência real da humanidade deles.
4º. É possível criar os filhos para o Senhor – vv.18-19 – não sabemos por quanto tempo eles ficarão conosco!
· Jó viveu o grande drama da humanidade: o pai que enterrou os seus filhos – o normal e natural é que os filhos enterrem os pais...
· Parece algo fora de propósito, mas é uma realidade – nós não sabemos por quanto tempo teremos nossos filhos...
· Há mais pais enterrando seus filhos que o normal...
· Permitindo que eles sejam enterrados em escolhas desastrosas – exemplo de vida que eles seguem na própria casa...
· Permitindo que eles sejam enterrados no mundanismo – permissividade e falta de critérios claros dentro do lar...
· Permitindo que eles sejam enterrados na incredulidade – quando a fé professada em casa não é relevante...
· A verdade é que não sabemos por quanto tempo nossos filhos estarão conosco, e se, tivermos que entregá-los à morte, que eles estejam preparados para ela.
· Certamente Jó havia preparado seus filhos para esse (possível) doloroso momento de separação...
5º. É possível criar a família em gratidão a Deus – vv.20-21 – “o Senhor o deu e o Senhor o tomou; bendito seja o nome do Senhor” – Tudo para Jó era dádiva de Deus.
· A ingratidão é a marca de nossa sociedade...
· É muito fácil ser rebelde contra tudo dentro de casa...
· É muito fácil se decepcionar com tudo... inclusive uma velada decepção com Deus...
· Jó teve essa oportunidade: poderia se decepcionar com Deus por ter vivido de forma íntegra, reta, temente (testemunho verdadeiro atestado pelo próprio Deus)...
· Ele escolheu o caminho da gratidão (1ª Ts 5:18)
6º. É possível criar a família num ambiente sem pecado – v.22 – “em tudo isto Jó não pecou, nem atribuiu a Deus falta alguma”.
· Jó escolheu não pecar contra Deus em sua desventura...
· Quantos pais vivem desventuras: desemprego, desqualificação profissional, problemas com vícios, problemas financeiros, descrédito das pessoas, trazem fantasmas do passado...?
· Quantos não conseguiram lidar com essas desventuras...?
· Jó se desviava do pecado;
· Jó se protegia contra a aparência do mal;
· Jó guardava a Palavra de Deus no coração para não pecar contra Deus – (Salmo 119:11);
· Existe a possibilidade, mas podemos e devemos escolher não pecar!
Como alcançamos a Excelência da Paternidade?
1. Confiança na Redenção de Deus (Jó 19:25)
· Redimir é um termo teológico que significa resgatar de uma dívida – Jó confiava num Deus que seria o seu resgatador.
· Quem é o seu resgatador, querido pai?
· Quem pode oferecer-lhe garantias eternas?
· Quem poderá resgatar a sua vida? Há somente um Resgatador – Jesus Cristo, o Deus revelado e disponível dentre os homens.
2. Dependência do Deus Todo-poderoso (Jó 42:2)
· Jó estava na situação de “fase terminal” – não havia quem o defendesse, quem se compadecesse dele, quem o ajudasse a se reerguer...
· Tudo no qual ele poderia se agarrar física e humanamente falando, havia sido tirado – apenas Deus estava ali ao seu lado...
· Talvez ele desejava morrer bem – descansar de suas fadigas...
· Mas Jó preferiu depender do Deus Todo-poderoso.
· No que está fundamentada a sua dependência?
· Onde você tem ajuntado tesouros?
· Quem poderá defender você naquela hora fatídica?
· Somente Deus! Somente a Pessoa amorosa de Jesus; Somente a Pessoa confortadora e animadora do Espírito Santo.
3. Esperança no Deus que se Revela aos seus filhos (Jó 42:5)
· Jó encontrou a Deus no meio do seu maior sofrimento...
· Seus olhos não mais contemplaram os amigos incoerentes...
· Seus olhos não mais contemplaram as purulências de suas feridas...
· Seus olhos não mais reparam nas desventuras das perdas e nem mais contabilizaram os prejuízos...
· Seus olhos viram a Deus!
· Contemplaram o Todo-poderoso!
· No que estão fixos os seus olhos?
· No que se prende a sua preocupação?
· Tem encontrado Deus em seu vale de lutas?
Conclusão: Somente um pai que conhece a Deus verdadeiramente (42:2;5), aquele que é conhecedor da sua Soberania, isto é: de que nada escapa aos planos e propósitos de Deus, pode abençoar sua família com esperança e prepará-la para o verdadeiro e real futuro!
Sabemos por quanto tempo viveremos? Por quanto tempo os filhos e os bens estarão conosco? Então, se queremos ser pais no perfil da excelência, sejamos como Jó! Conheçamos ao Senhor com os olhos da fé verdadeira e apliquemos esse conhecimento dentro de nossa casa!