& 1ª de Pedro 2:1-10 => v.9
Introdução: A carta do Apóstolo Pedro tinha um objetivo bem prático: Resgatar a Dignidade do Viver Cristão. Os crentes daquela época, após enfrentarem muitas perseguições, começaram a racionalizar suas experiências e criaram um estilo de vida evangélico: era uma espécie de vivência que não aceitava os padrões do mundo, mas que não o enfrentava com as Boas Novas de Salvação – com isso o mundo vivia em paz com a igreja que não o ameaçava.
Como esse “estilo de vida evangélico” não era uma idéia aceita por todos os crentes, estes crentes mais fiéis ao Evangelho enfrentavam um problema duplo: 1º) Enfrentavam uma crise interna (v.2 – maldade, dolo, hipocrisia, inveja e maledicência); e 2º) Enfrentavam uma crise externa por meio das perseguições.
Pedro começa sua carta tratando com os “eleitos” => antes de ser uma doutrina, eleição é um ato de Deus, que em sua soberania conhece seus filhos e separa-os para si mesmo. Pedro não inicia a sua carta para tratar com aqueles “crentes” que não tinham um profundo pesar no coração pelo fato de serem pecadores – aqueles que não tinham temor da perdição eterna.
Pedro quer restaurar a igreja por meio dos verdadeiros crentes – daqueles que Deus pode usar segundo o seu querer. Você é um desses crentes?
É por isso que Pedro utiliza uma palavra muito conhecida: “Pedra” (vv.4-5;9) em relação aos crentes.
Antes de tratarmos da mensagem central de Pedro para a nossa Igreja, seria bom pensarmos que há uma grande diferença na maneira de se construir daqueles tempos para hoje – eles usavam pedras de todos os formatos – só havia uma única pedra para dar ângulo e prumo – era a “Pedra Angular” – que na Bíblia é Jesus Cristo. Com isso, todas as outras pedras precisavam ser trabalhadas para encaixarem-se umas às outras – funcionaria mais ou menos assim: há uma saliência em mim que não permite o seu encaixe no “Templo de Deus”, mas o lugar é seu – então o “Pedreiro – Espírito Santo” pega a sua ferramenta e elimina aquela saliência.
Muitos de nós teremos que ser trabalhados pelo Espírito Santo para formarmos a Igreja de Deus – isso inclui tirar de nós algumas manias, alguns pensamentos, algumas opiniões – tudo o que atrapalha o desenvolvimento do Evangelho de Jesus Cristo – a Boa Nova de Salvação.
Nós somos a geração que mais perdeu tempo discutindo bobagens ao invés de crescermos genuinamente – discutimos se bateria podia fazer parte do louvor; se a mulher podia entrar na igreja de calça comprida; se a guitarra era uma instrumento santo, se o piano podia tomar o lugar do órgão... tudo coisas inúteis – agora a nossa discussão é em torno de outras bobagens...
Mas e Deus? O que ele decidiu em sua soberania para a sua vida como crente nesta igreja em festa?
v.9 => Quatro “Promoções Espirituais”:
1ª. Vós sois Raça Eleita
Isso é uma clara declaração de que Deus nos escolheu (elegeu) em Cristo Jesus! Amém?
Sim, foi ele quem escolheu para si este povo. Nós somos a geração que precisa de um incentivo, de um elogio – a mídia descobriu isso e quando você atende um de seus apelos para comprar aquele carro importado, mesmo em 60 meses, torrando todas as economias da casa, as pessoas vão olhar pra você e dizer: Você é o cara! (Cara endividado!).
Não sei se há como desfazer essa eleição de Deus – se eu posso dizer pra Deus assim: “Deus, achei legal esse negócio de promoção, mas num tô muito afim, não! Obrigado, mas passe para outro!”.
É impressionante que Deus não escolheu apenas alguns, mas uma raça inteira – como se ele desejasse dizer: “Elegi a cidade toda, vou começar esse trabalho pela IPI de Monte Sião!”.
2ª. Vós sois Sacerdócio Real
Aqui nestas duas palavras, a idéia que temos de que o crescimento da Igreja é de responsabilidade apenas daqueles que são vocacionados (pastores e evangelistas), termina – todo o corpo é responsável pelo crescimento da Igreja.
Em João 17, na Oração Sacerdotal, Jesus presta um relatório de seu trabalho ao Pai – ele diz assim: “Eu te glorifiquei na terra, consumando a obra que me confiaste para fazer (...) Manifestei o teu nome aos homens que me deste neste mundo (...) Quando eu estava com eles, guardava-os no teu nome, que me deste, e protegi-os, e nenhum deles se perdeu, exceto o filho da perdição...” (vv.4;6 e 12).
Se no Tribunal de Cristo seremos julgados pelas nossas obras, para recebermos as recompensas de nosso trabalho, teremos de fazer como Jesus, justificar as nossas obras – quantos foram salvos, quantos se perderam, a quantos escandalizamos; e quantos não estão mais na fé por nossa causa – somos sacerdotes! Vamos prestar contas!
3ª. Vós sois Nação Santa
A diferença na constituição desta nação é a sua distinção: santa – isto é, separada para Deus!
Deus separou um povo para ser instrumento de bênçãos para todas as famílias da terra – quando Deus chamou a Abrão para ser o abençoador de famílias, ele disse a Abrão que iria engrandecer o seu nome. Em Atos 11:26 – os discípulos reunidos em Antioquia foram chamados pela primeira vez de cristãos – esse é o engrandecimento do nome de Abrão – a Igreja é esse descendente espiritual.
É por esse motivo que a igreja ainda está aqui na terra – para ser canal de bênçãos espirituais às famílias sem Cristo da terra.
4ª. Vós sois Povo de propriedade exclusiva de Deus
Exclusividade é uma palavra de nosso uso – queremos atendimento diferenciado, queremos descontos exclusivos, queremos benefícios únicos – ninguém quer ser o 2º crente mais próspero da igreja.
Deus nos escolheu como sua propriedade exclusiva – diante dos ataques do mundo, somos dele! Diante das acusações de Satanás, somos dele! Diante das crises de identidade que nos vêm pelo acúmulo de lutas e tribulações, somos dele!
Não há nada que podemos fazer para Deus nos ame mais e nada que possamos fazer para que ele nos ame menos – definição de graça por Phillip Yancey em Maravilhosa Graça.
Mas por que Deus abençoou a sua igreja dando-lhe estas 4 promoções?
“...a fim de proclamardes as virtudes daquele que nos chamou das trevas para a sua maravilhosa luz”
Para sermos pregadores das virtudes de Deus e Jesus Cristo
Virtudes que o mundo não conhece, como por exemplo: A Salvação pela Graça e não por Obras; O Amor Sacrificial de Jesus Cristo; A Justificação pela Fé na Obra de Salvação efetuada por causa do Amor de Deus por nós.
Eles estão nas trevas – não tenho medo de dizer que muitos dentro da igreja também estão nas trevas! Não conhecem a maravilhosa luz que abre nossos olhos para reconhecer que aquela cruz de condenação era minha e sua, mas que para o nosso bem, Jesus Cristo tomou-a para si.
Se você compreender as 4 obras que Jesus realizou por nós na cruz, tenho certeza que você vai se apaixonar de tal maneira por esse Jesus que a Palavra dele será prioridade máxima para sua vida! Propiciação, Redenção, Morte Substitutiva e Reconciliação. Dessas quatro obras somos abençoados com 5 consequências: Justificação (propiciação), Perdão e Liberdade (redenção), Regeneração (morte substitutiva) e Nova Posição (reconciliação).
Diante desse quadro tão grandioso realizado a seu favor, tenho certeza que esta igreja vai chegar ao seu centenário daqui a alguns anos transformada pelo Evangelho e sendo um poderoso instrumento de Deus para abalar as estruturas das trevas que governam o mundo.
Você crê nisso? Então diga: Amém!
Parabéns, Pr. Téo, hoje em dia muitos usam dos patamares religiosos para tirar vantagem particular, e nós estamos aqui para engrandecer o REINO DE DEUS.
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